No último final de semana, durante o The Town, em São Paulo, Reynaldo Gianecchini concedeu uma entrevista para a QUEM, refletindo sobre envelhecimento. Com 52 anos, o ator disse que, para ele, o ideal é se cuidar e se gostar na idade que tem, além de não ficar querendo ser o eterno jovem e ficar muito infeliz com cada ruga que aparecer.
“A minha relação com o envelhecer tem sido muito pacífica e muito prazerosa. Eu acho que é impagável a maturidade, o que você ganha com a maturidade é tão incrível que, claro, o que você perde, que é a parte física, do colágeno que vai acabando, e um monte de coisa que a princípio assusta, fica muito em segundo plano para mim. Não é tão importante”, disse.
Gianecchini também comentou que, para ele, encarar o envelhecimento significa se cuidar e, ao mesmo tempo, aceitar a realidade: “Vamos nos cuidar para que a gente fique sempre bem na nossa idade, fique bonito e se sinta bem na idade que você está. Eu acho que toda idade é muito bela”, finalizou.
Mas não é todo mundo que aceita de maneira leve e natural o processo do envelhecimento. Para entender todas as questões, a CARAS Brasil conversou com a psicóloga especialista em comportamento Dra. Fabiana Guntovitch, que disse que o envelhecimento pode trazer tanto ganhos quanto desafios, a depender de como experimentamos essa nova fase da vida.
Principais impactos psicológicos de envelhecer
“De um lado, vem a sabedoria, a maturidade emocional e a clareza sobre o que realmente importa. De outro, podem surgir sentimentos de perda, medo da dependência e dificuldade em lidar com as limitações de um corpo que já não responde da mesma maneira”, disse.
A psicóloga afirmou que a grande questão que pode afetar muitas pessoas é que o envelhecimento pode nos dar a sensação de finitude, provocando diversas reflexões.
“De qualquer forma, pode ser um último convite importante, ainda que tardio, para que nós busquemos viver de forma mais autêntica e significativa”.
Solidão ao envelhecer: como lidar?
“O segredo está em manter conexões: cultivar amizades antigas e construir novas pontes com pessoas com os mesmos interesses, retomar hobbies, ou até se abrir para novas experiências. Relações não precisam ser muitas, mas precisam ser significativas”.
“Sentir-se útil e pertencente a uma comunidade é um dos maiores antídotos contra a solidão”, completou Fabiana Guntovitch.
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Práticas psicológicas para envelhecer de forma saudável
Para finalizar, a psicóloga deu algumas dicas de algumas atitudes que fazem toda a diferença no processo de envelhecimento:
“Cultivar a gratidão: focar no que se tem, e não no que se perdeu;
Manter o cérebro ativo: leituras, estudos, jogos e desafios intelectuais;
Cuidar dos vínculos: amizades, família, grupos sociais;
Autocuidado emocional: praticar a autocompaixão, exercitar o amor-próprio incondicional e, se necessário, buscar terapia;
Propósito de vida: ter projetos, por menores que sejam, dá sentido e vitalidade. Sendo útil e oferecendo a alguém justamente aquilo que deseja”.



