No início de maio, Tati Machado anunciou a perda gestacional de Rael, seu primeiro filho, fruto do relacionamento com o cineasta Bruno Monteiro. A jornalista estava em seu oitavo mês de gestação e, desde então, tem se mantido afastada do trabalho, atitude benéfica para sua saúde mental. Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch explica que caso Tati Machado tivesse voltado à TV sem respeitar seu próprio tempo, poderia enfrentar algumas complicações relacionadas à sua saúde mental. “Quando o retorno é precoce e motivado por pressões externas ou pela tentativa de ‘não pensar mais nisso’, existe o risco de interrupção do luto, o que pode gerar complicações psíquicas no médio e longo prazo. É comum que sentimentos de angústia, irritabilidade, crises de choro ou sintomas físicos (como insônia, dores ou fadiga intensa) apareçam quando o luto é silenciado ou apressado.” Após o anúncio da perda gestacional, a TV Globo e o GNT emitiram notas de apoio a Tati, destacando que ela teria o tempo que precisasse. Desde então, a apresentadora tem se mantido afastada de seus compromissos profissionais. A especialista explica que o período de afastamento pode ser um aliado valioso para cuidar de sua saúde mental e legitimar a experiência vivida. “Por isso, é importante lembrar: o tempo do corpo e o tempo da alma nem sempre coincidem com o tempo do calendário profissional, e tudo bem. Além disso, todo processo de luto é vivido de forma singular, pessoal e intransferível. Não existe fórmula, portanto, não deve existir julgamento.”



