Cauã Reymond inspira ao transformar dor em força; entenda como prevenir traumas na infância

Cauã Reymond revelou ter sofrido bullying durante a infância porque sua mãe, Denise Marques, convivia com o vírus do HIV

Cauã Reymond inspira ao transformar dor em força; entenda como prevenir traumas na infância

Galã do remake de Vale Tudo (Globo), Cauã Reymond (45) contou, durante sua participação no programa Altas Horas, que passou por momentos difíceis na infância por sofrer bullying. A violência, segundo o ator, aconteceu porque sua mãe, Denise Marques, morta em 2019, convivia com o vírus do HIV. O trauma, que pode gerar impactos para a vida inteira, tem algumas maneiras de ser evitado.

Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista e psicóloga Fabiana Guntovitch explica que crianças que sofrem bullying, assim como Cauã Reymond, precisam de toda a ajuda possível. “A criança que sofre bullying normalmente é isolada e, sozinha, ela não terá força para impedir que o bullying continue.”

A especialista diz que, além do apoio familiar, é necessário o envolvimento da escola, especialmente convocando professores, pedagogos e os colegas, e reforça a importância do investimento na psicoeducação para uma luta mais intensiva contra o bullying.

“No bullying existe quem faz o bullying diretamente, quem apoia indiretamente, quem é omisso e quem sofre. Não adianta chamar apenas a família da vítima para a conversa. É preciso que toda a cadeia que alimenta essa violência esteja consciente e unida pelo fim do bullying”, explica.

Guntovitch diz que existem pedidas que podem ajudar, além da intervenção direta nos episódios. Com diálogo, presença, afeto e escuta ativa, é possível prevenir o bullying e seus impactos, construindo um lugar segudo para as crianças. Atitudes como o ator teve também são boas opções.

“Ferramentas como o esporte e aprender a lutar, como fez Cauã, podem ser efetivas pois a criança se sentirá menos impotente e mais apta a se defender caso a violência escale. Também é essencial trabalhar a autoestima e os recursos emocionais da criança, como a capacidade de se expressar, pedir ajuda e se posicionar”, completa ela, que ressalta a importância de buscar ajuda terapêutica.

“E, claro, procurar ajuda terapêutica pode ser decisivo para ajudar a curar essas marcas e, com sorte, transformar a dor em força. O bullying é uma violência que jamais deveria ser normalizada na sociedade. Jamais.”

Fabiana Guntovitch é psicóloga (CRP: 06/215789) e psicanalista, pós-graduada em Neurociência e Comportamento e apaixonada pela subjetividade do ser humano. Um de seus propósitos enquanto profissional é quebrar preconceitos acerca da saúde mental e ajudar pessoas a se relacionarem melhor consigo mesmas e com as pessoas que mais importam em suas vidas.

Descubra mais sobre Fabiana Guntovitch - Psicóloga e Psicanalista - Vila Olímpia - São Paulo

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