Em janeiro do ano passado, Virginia Fonseca (26) usou suas redes sociais para falar sobre seu diagnóstico de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Conhecido também como TDAH, o quadro é considerado comum entre os brasileiros e pode trazer complicações caso não haja o tratamento adequado.
Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch explica que o quadro que atinge Virginia, e também seu ex-marido, o cantor Zé Felipe (27), pode ser prejudicial caso não seja tratado, tendo impactos significativos na vida dos pacientes.
“Sem o tratamento adequado, o TDAH pode trazer prejuízos importantes como dificuldades nos relacionamentos, baixa autoestima, desorganização crônica, impulsividade em decisões importantes e até comorbidades como ansiedade e depressão”, explica.
“O sofrimento psíquico gerado por não entender o próprio funcionamento pode levar o indivíduo a acreditar que é ‘incapaz’, quando, na verdade, ele só precisa de estratégias específicas e, em alguns casos, suporte medicamentoso”, completa a especialista.
Guntovitch também reforça a importância da descoberta do diagnóstico, para que os pacientes possam se entender melhor. Ela explica que muitos adultos que são diagnosticados com o transtorno relatam uma sensação de alívio, já que podem compreender melhor aspectos de sua própria personalidade.
“Saber que há um nome para o que sentem ajuda a reconstruir a autoestima e permite buscar caminhos mais eficientes de organização, foco e bem-estar emocional”, acrescenta a psicanalista e psicóloga. “Finalmente, podem compreender aspectos da própria personalidade que antes eram vistos como ‘falhas’ ou ‘defeitos’.”
À época do diagnóstico, Virginia surgiu nos stories do então marido. “Quem foi ao médico e descobriu que tem TDAH também?”, perguntou o cantor na rede social. “Sim, fui diagnosticada com TDAH e hiperatividade. Acho que essa parte todo mundo sabia, né?!”, completou a influenciadora.



