Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch indica atitudes ineficazes em momentos como a perda gestacional tardia de Tati Machado

A jornalista Tati Machado (33) anunciou nesta terça-feira, 13, a perda gestacional de Rael, seu primeiro filho, fruto do relacionamento com o cineasta Bruno Monteiro (34). Ela estava na 33ª semana da gravidez quando o bebê sofreu uma parada dos batimentos cardíacos, e, agora, o momento delicado pode requerer ajuda dos familiares e pessoas próximas.
Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch explica que algumas atitudes, ainda que com boas intenções, podem ser ineficazes para casos como o de Tati Machado. “A melhor ajuda nesse momento não vem de palavras prontas ou tentativas de consolo racional —ainda que bem-intencionadas, são ineficazes.”
“Frases como ‘pelo menos você pode tentar de novo’ ou ‘foi melhor assim’ não acolhem —ao contrário, podem ferir ainda mais“, diz a especialista. Abaixo, Guntovitch lista cinco atitudes que podem ajudar a lidar com pessoas enlutadas que sofreram uma perda gestacional tardia.
Estar ao lado, em silêncio;
Respeitar o tempo dela;
Validar sua dor;
Ajudar a se conectar com seus valores;
Construir ações que façam sentido para ela, em meio à dor.
“O luto, apesar de ocupar um espaço importante na vida de quem o vive, não precisa ser um lugar de paralisia. Com o tempo ele pode se transformar em um espaço de amor, cuidado e conexão“, completa a psicanalista e psicóloga.
QUEM É TATI MACHADO?
Nascida no Rio de Janeiro, Tati Machado é jornalista e apresentadora. Ligada à comunicação desde a infância, ela já tinha participado do programa Gente Inocente (Globo) ainda criança e fez teatro dos 6 aos 14 anos. Se formou em jornalismo pela Faculdades Integradas Hélio Alonso (FACHA) e começou a trabalhar nas redações da emissora. Atualmente, integra a equipe do Saia Justa (GNT).


