Invisibilidade materna: por que tantas mães se sentem esquecidas dentro da própria família

Invisibilidade materna: por que tantas mães se sentem esquecidas dentro da própria família

Invisibilidade materna: por que tantas mães se sentem esquecidas dentro da própria família

Invisibilidade materna é mais comum do que parece. Entenda por que tantas mulheres se sentem excluídas da própria história

Criado em 11/05/2025

Invisibilidade mater

Ela está em todos os cantos da casa. Na lancheira pronta, na agenda assinada, no brinquedo consertado, na consulta marcada e até na foto tirada (mas nunca nela). Apesar de estar presente em absolutamente tudo, muitas mães seguem invisíveis. E não é força de expressão — é realidade. O texto convida a olhar com atenção para a invisibilidade materna — o apagamento simbólico e cotidiano do papel das mães dentro da própria família.

A psicanalista e especialista em comportamento, Fabiana Guntovitch, explica que a exclusão das mães dos registros do dia a dia, especialmente nas redes sociais, afeta a autoestima e a forma como essas mulheres se veem no mundo. Elas cumprem inúmeras pequenas tarefas, mas raramente são vistas — como um “alicerce invisível” que sustenta a família.

Quando cuidar vira sinônimo de sumir

Quem cuida costuma ser deixado de lado, muitas vezes por um hábito cultural. “Ninguém tira foto do fotógrafo, ninguém cozinha para o cozinheiro e ninguém cuida do cuidador”, diz Fabiana. Na maternidade, quem está sempre no modo “fazer acontecer” acaba esquecida. O problema surge quando a dedicação vira apagamento: a mulher passa a ser vista apenas como cuidadora e perde sua individualidade. Fica a pergunta: quem cuida de quem cuida?

A falta de reconhecimento pesa — e não só no corpo

A ausência de reconhecimento adoece. Estar sempre nos bastidores, sem aplausos ou agradecimentos, gera solidão. Muitas mães ainda precisam pedir para serem incluídas em fotos com os filhos — um fardo a mais que reforça a mensagem de que elas importam menos.

Como mudar essa história: enxergar quem está sempre lá

Há como mudar com gestos simples e diários: dividir tarefas, agradecer de verdade, ouvir com atenção, oferecer ajuda sem que ela precise implorar. Perguntar como ela está, incluí‑la nas fotos, conversas e decisões. Reconhecimento vai além de presentes no Dia das Mães — começa na rotina.

Conclusão

Neste Dia das Mães (e em todos os outros), a proposta é começar diferente: ver, lembrar e reconhecer cada mãe não como heroína incansável, mas como mulher real, com vida, sonhos e identidade própria.

Fabiana Guntovitch é psicóloga (CRP: 06/215789) e psicanalista, pós-graduada em Neurociência e Comportamento e apaixonada pela subjetividade do ser humano. Um de seus propósitos enquanto profissional é quebrar preconceitos acerca da saúde mental e ajudar pessoas a se relacionarem melhor consigo mesmas e com as pessoas que mais importam em suas vidas.