Especialista analisa período de afastamento de Fabiana Justus e filhas: ‘Sentimento profundo’

Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch recorda internação de Fabiana Justus em meio ao tratamento contra câncer Fabiana Justus (38) recordou recentemente como contou às filhas gêmeas, Chiara (6) e Sienna (6), que passaria 40 dias internada após o diagnóstico de leucemia, em janeiro do ano passado. O período de afastamento da família pode ter trazido o sentimento…

Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch recorda internação de Fabiana Justus em meio ao tratamento contra câncer


Especialista analisa período de afastamento de Fabiana Justus e filhas: 'Sentimento profundo'

Fabiana Justus (38) recordou recentemente como contou às filhas gêmeas, Chiara (6) e Sienna (6), que passaria 40 dias internada após o diagnóstico de leucemia, em janeiro do ano passado. O período de afastamento da família pode ter trazido o sentimento de saudade para as pequenas.

Em entrevista à CARAS Brasil, a psicanalista Fabiana Guntovitch explica que a saudade pode ser dolorosa especialmente na infância. Para as pequenas, que passaram 40 dias com Fabiana Justus internada, seria importante criar pequenos rituais de conexão e momentos de conversa.

“A saudade é um sentimento profundo. A melhor forma de ajudar é acolher essa emoção com empatia, sem tentar distraí-la ou escondê-la. Quando a criança sente que pode falar sobre a saudade, sem medo de deixar o outro triste, ela consegue elaborar esse sentimento de maneira mais saudável.”

“Criar pequenos rituais de conexão pode ajudar muito. Por exemplo: fazer um desenho para entregar quando a mãe voltar, gravar uma mensagem todos os dias, ou até abraçar um objeto com o cheiro da mãe, como uma blusa. Esses gestos fortalecem o vínculo e ajudam a criança a manter viva a presença emocional da mãe, mesmo na ausência física“, completa.

A especialista diz que manter as crianças informadas, de uma maneira com que elas possam compreender o que está acontecendo, reduz a ansiedade e possíveis fantasias que as crianças criam. Além disso, também há a sugestão de escolherem leituras infantis que ajudem as crianças a elaborar emoções difíceis de forma simbólica, sensível e acolhedora.

“Livros que falem sobre esperança, coragem, resiliência e amor podem ser muito valiosos, especialmente se lidos em conjunto, oferecendo uma oportunidade para que todos conversem sobre o que sentem ao entrar em contato com a leitura“, acrescenta a psicanalista, que deixa três livros como sugestão. Confira abaixo:

  1. A Parte que Falta – Shel Silverstein
    Um livro poético e profundo, com uma linguagem simples, que fala sobre a busca de completude e a aceitação das imperfeições da vida. Embora não trate diretamente de doença, é uma metáfora poderosa sobre resiliência e sobre encontrar sentido mesmo quando algo está ‘faltando’.
  2.  O Coração e a Garrafa – Oliver Jeffers
    Conta a história de uma menina que guarda o coração em uma garrafa após uma grande perda. Com imagens lindas e sensibilidade, mostra como é possível reabrir o coração e voltar a sentir, mesmo depois da dor.
  3. O que você faz com um problema? – Kobi Yamada
    Uma fábula moderna e lindamente ilustrada sobre enfrentar medos e aprender que até os problemas mais assustadores podem conter oportunidades de crescimento. Excelente para reforçar a esperança.

Fabiana Guntovitch é psicóloga (CRP: 06/215789) e psicanalista, pós-graduada em Neurociência e Comportamento e apaixonada pela subjetividade do ser humano. Um de seus propósitos enquanto profissional é quebrar preconceitos acerca da saúde mental e ajudar pessoas a se relacionarem melhor consigo mesmas e com as pessoas que mais importam em suas vidas.

Descubra mais sobre Fabiana Guntovitch - Psicóloga e Psicanalista - Vila Olímpia - São Paulo

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